Thursday, August 30, 2007

Bálsamo de Vida

Há dois dias foi um dia que devia ser considerado Feriado Mundial :D, foi um dia que deve ser relembrado, com ou sem festa, com outros fãs ou simplesmente alone, feliz ou triste e nostálgico, de todas as formas que nos sentimos e as emoções e sensações que fervilham a mil à hora cá dentro... como quando se ouve PEARL JAM... e há dois dias também fez exactamente 16 anos que "nasceu" o álbum que viria a destronar o mítico Nevermind dos Nirvana, o 2º album da banda do Kurt (apesar dos leigos em música continuarem a achar que é o 1º)... Acho que, sem mais rodeios, vou passar ao que interessa...

Já la vão 16 anos.... e acho que esta "caixa" de pérolas dispensa qualquer apresentação :D


Ten
Released: 1991-08-27

Once
Even Flow
Alive
Why Go
Black
Jeremy
Oceans
Porch
Garden
Deep
Release



Released August 27, 1991 - Epic 47857

Length: 53:25

Dave Krusen - Drums
Jeff Ament - Basses
Eddie Vedder - Vocals
Mike McCready - Lead Guitars
Stone Gossard - Guitars

Additional Players: Rick Parashar - Piano, Organ, Percussion
Walter Gray - Cello
Tim Palmer - Fire Extinguisher, Pepper Shaker

Produced by: Pearl Jam and Rick Parashar
Recorded at: London Bridge Studios, Seattle, March/April '91
Mixed by: Tim Palmer
Additional Engineering by: Dave Hillis, Don Gilmore, Adrian Moore
Mixed at: Ridge Farm Studios, Dorking, England, June '91
Mastered by: Bob Ludwig
Deixo-vos com um dos meus vídeos preferidos deles...
Jeremy :D



... e da mesma forma que comecei este post, acabo...

Muita gente sabe do que falo ;)

PEARL JAM é um bálsamo de vida.....

Tuesday, August 28, 2007

Embebeda-te!

Deveríamos estar sempre bêbedos!
Só isso importa;
De todas as necessidades:
É a única que importa!
Só assim não carregarás a horrível cruz do Tempo
que os teus ombros quebra e para baixo te empurra.
E é por isso que jamais deverás parar de te embebedares!
Mas com quê?
Vinho, Poesia ou Virtude: Como escolheres!
Mas: Embebeda-te!
E se, alguma vez, nos degraus de um palácio,
na verde relva de um fosso, na triste solidão do teu quarto,
despertares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
pergunta ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que roda,
a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são;
E o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
irão te responder.
Está na hora de te embebedares!
Então, para que não sejamos os escravos mártires do Tempo:
Embebeda-te, embebeda-te sem nunca parares para descansar!
Com Vinho, Poesia ou Virtude,
Como escolheres!

"Baudelaire"

Monday, August 27, 2007

Impressions from Belgium II

Antwerpen
a fantástica estação de Antwerpen Centraal - um misto de história e inovação
o lindíssimo centro histórico - o Grote Markt e a Catedral





tradições levam-nos a séculos passados...

...séculos diferentes e diferentes histórias moram lado a lado, num rico testemunho de outros tempos...



o rio Schelde (ou Escalda em português) e as suas margens.
Este rio, bastante fundo para trazer grandes navios até às docas de Antuérpia, fez da cidade, noutros tempos, o segundo maior porto europeu.

de volta a Bruxelas, mais uma vez "escala" na Antwerpen Centraal Station, mas noutra parte da estação bem diferente :)


Antuérpia é sem dúvida uma cidade a revisitar... com mais tempo e ainda mais curiosidade ;)

Impressions from Belgium I

Bruxelles

Impressões de uma cidade acolhedora mas cinzenta, viva mas suja, grande e ao mesmo tempo pequena! Bruxelas, é isto e muito mais... De facto não me preocupei muito em descobrir cada cantinho da cidade, cada fim de rua, cada praça, tempo não vai faltar para isso.
Numa semana inteira somente em 2 dias tivemos uns raiozitos de Sol (e sim agora escrevo Sol com maíuscula!), e muita chuvinha, o que me alarmou imenso, obviamente! Iniciou-se, portanto, a maratona que foi arranjar quarto, um quarto minimamente cómodo, e não inabitável como muitos que vi! Arranjei tecto para os próximos 12 meses, um quartinho com kitchenette e... INTERNET! Lol! Num edifício muito acolhedor, cheio de outros estudantes, num sítio da cidade muito porreiro e de ambiente jovem (ou não seria a zona das universidades de Bruxelas logo zona residencial para estudantes). Não vou contar já tudo, assim depois perdia a piada ter este bloggi...
Vim deixar algumas impressões desta semanita, e (algumas) fotos de Bruxelas e Antuérpia...


Siga...

Centro Histórico

La Grande Place - estava a decorrer o brussels_festival :)
Havia concertos em todas as praças da cidade, durante mais de um dia! Grande iniciativa...





Rue des Bouchers (grandes petiscos....)





Zona do Parlamento Europeu - altos edifícios, muitos planos de vidro e grandes contrastes



















Maneeken-Pis - o ex-líbris da cidade
















uma das centenas de chocolatarias de Bruxelas :) hmmm




Edifício da Rádio - Faculdade - Place Falgey (La Cambre - Ixelles)


Abbaye de La Cambre - ao lado da faculdade, espaços verdes com lagos

um dos muitos restaurantes e cafés portugueses da zona da Place Flagey
(os tugas tao em todo o lado ;))


Zona Norte de Bruxelas - mais uma vez, muita altura e muito vidro, coisa que por acaso eu gosto!






































A Mini-Europa




















A visita a Antuérpia fica para amanhã, hoje já não há mais paciência para editar isto... (:

Hasta....

Sunday, August 26, 2007

back from brussels

De regresso da minha viagem de reconhecimento do território belga, mais propriamente Bruxelas, casa dos meus próximos meses... lugar do meu Erasmus...
Muitas ideias, sensações, opiniões e suposições (conclusões ainda é demasiado cedo) sobre esta cidade, para breve... hoje não...

Thursday, August 16, 2007

Uma curta (curtíssima)...

... e rápida, viagem ao Minho!

Após o meu (2º) regresso de Paredes de Coura, para uma visita-relâmpago àquele paraíso, tenho a dizer, em jeito de conclusão, que afinal Cansei de Ser Sexy não é assim tão bom (pelo menos em palco!) e que não vi Sonic Youth! :(

E esta?? Já seiiii... não me apedrejem vá lá! Perdi muita coisa boa durante estes dias em que fui obrigada a "hibernar" mas pelo menos fiz a visita de cortesia a Paredes de Coura!
Olhar para a pulseira desta ediçao no meu pulso, ficar em casa, e não lá voltar para ouvir, no mínimo, uns acordes de qualquer coisita, seria, puramente, masoquismo!

E depois deste meu breve devaneio... CAMA!

Wednesday, August 15, 2007

Vejam, ouçam, deliciem-se e.... viciem-se!

Interpol . Pionner to the Falls



Show me the dirt pile
And I will pray that the soul can take
Three stowaways
Vanish with no guile
And I will not pay
But the soul can wait
The soul can wait
It's still pretty
What with all these weeks
We'll be fine
We'll be fine
But if it's still pretty
What with all these weeks
Will we find love
And supervise
Show me the dirt pile
And I will pray that the soul can take
Three stowaways
And you vanish with no guile
And I will not pay
But the soul can wait
I felt you so much today
Oh no, you try
You fly straight into my heart
You fly straight into my heart
Girl, I know you try
You fly straight into my heart
You fly straight into my heart
But here comes the fall
So much for me believing that sorrow
So much for dreams we see but never care to know
Your heart makes me feel
Your heart makes me moan
For always and ever
I'll never let go
Always concealed
Safe and inside, alive
Show me the dirt pile
And I will pray that the soul can take
Three stowaways
In a passion it broke
I pull the black from the gray
But the soul can wait
I felt you so much today

Último Vício


Os Interpol formaram-se em Nova Iorque, numa sucessão de encontros e desencontros, sendo que em 2001 teriam a formação que ainda hoje apresentam, a saber: Paul Banks (voz e guitarra), Daniel Kessler (guitarra e voz de acompanhamento), Carlos D. (baixo, teclas e voz de acompanhamento) e Samuel Fogarino (bateria).
Começando por rodar o circuito de salas de Nova Iorque, deram um salto para este lado do Atlântico, onde o falecido (paz à sua alma) Jonh Peel gravou em 2001, mais uma das suas famosas sessões com a banda em questão. A partir daí, as portas das editoras abriram-se, em particular as da Matador Records.
Antes de passar a coisas mais sérias, só uma nota. O seu nome vem de uma piada qualquer acerca do nome Paul e a semelhante fonia com Interpol. Só isso.
De volta. O seu som passa, sem dúvida, pelo rock do fim dos 70, princípio dos 80, em particular por Joy Division, The Cure (juntar-se-iam a estes na Curiosa Tour em 2004) e Echo & the Bunnymen. Tensão, tendência urbano-depressiva, negrume, o pacote todo. Mas o peso destas referências e as suas características comuns não desvirtuam o trabalho desta banda. É que existe aqui qualquer coisa mais. Existe sem dúvida uma reciclagem de sons já conhecidos, mas a maneira como eles são apresentados e a sinceridade que se sente ao ouvir as suas músicas são notáveis. Não sei o que o futuro lhes reserva, mas o que fizeram na sua curta carreira, augura algo de muito bom.

Até hoje foram lançados três discos, existindo alguns EP´s e compilações que escusaremos de comentar.


“Turn on the bright lights”

O disco de estreia. Depressão e escuridão em forma de guitarras esgalhadas. Quando surgiu, alguns preveram que o rock de gabardine (conferir com as influências atrás apontadas), estaria de regresso. Não era para acontecer, mas fica este brilhante álbum de estreia. A primeira vez que ouvi o primeiro single “PDA”, fiquei sem palavras. Como single de apresentação, é dos melhores que já se ouviram. E depois tudo o resto. Pelo que à frente direi, não destacarei quaisquer músicas… tirando o soberbo, “NYC”. Os REM, quando tocaram em Nova Iorque, fizeram uma versão deste tema.
Aconselhável para dias de chuva e descrença na natureza humana.





“Antics”
Depois de dois anos de digressões, a banda reuniu-se no princípio de 2004 para gravar este disco. O que se ouve no disco é uma nova direcção, completamente distinta do que se ouviu anteriormente. As músicas estão mais leves e a sua audição não leva ao desespero anterior. Mas o que estas permitem é que as contínuas audições que não se evitam, levem a novas descobertas e ao tomar como nosso o que se ouve. Em discos como este é sempre despiciendo apontar músicas. Desde a abertura com um som de órgão em “Next Exit”, até ao tranquilo final com a “Time to be Small”, tudo é do melhor que se ouviu no ano passado. E do que se continua a ouvir. Aconselhável para dias frios, mas com muito sol.




"Our Love To Admire"

As primeiras 3 faixas são uma continuação melhorada e requintada dos primeiros álbuns, densas e cinzentas como se quer, rigorosas e fechadas, recheadas de quebras e retomas divinais e apoiadas, para além das baterias e das guitarras, por mais teclas e sintetizadores do que é costume. O destaque aqui vai para o tema de abertura, Pioneer On The Falls, que é das mais extraordinárias canções que a banda já criou. Uma marcha lenta e arrepiante, que se prolonga por muitos mais minutos do que aqueles que realmente tem e que encontra na voz comovente de Paul Banks o seu elemento central. Ao quarto tema dá-se a reviravolta: The Heinrich Maneuver só não surpreende mais, porque já foi apresentada como primeiro single. Um tema mais aberto, rápido e luminoso, onde os Interpol, por momentos, se desfazem de várias amarras que eles próprios criaram, numa canção inspirada e absolutamente fascinante. O problema vem depois. Talvez guiados pelo tal forte desejo de mudança, a sonoridade começa a dispersar-se a partir daqui. Mammoth, Pace Is The Trick e All Fired Up são canções mais ou menos banais, algo desintegradas e descaracterizadas, que acabam por se tornar desinteressantes, fazendo-nos rapidamente perder a atenção inicial com que fomos conquistados. Em Rest My Chemistry a tensão volta a instalar-se - regressamos aos temas mais fúnebres. Wrecking Ball e The Lighthouse aceitam-se, são temas belos até, mas que fecham o álbum sem intensidade ou subtileza alguma - já estamos longe do brilhantismo habitual dos Interpol.

Our Love To Admire ainda não foi a mudança que se esperava, mas, pelo menos, indicia uma vontade dos Interpol de diversificarem o seu som. Deram aqui os primeiros passos nesse sentido - talvez não tenham sido os mais acertados, mas estamos confiantes que, da próxima, aprenderão com os "erros" cometidos. Falta afinar algumas ideias, limar certas arestas, mas também rever e repensar algumas opções. Talvez seja preciso escolher outro atalho para alcançar a meta. Não se trata de uma desilusão total - longe disso - mas a qualidade invulgar de uma banda como os Interpol antecipava um tiro mais certeiro.


Tuesday, August 14, 2007

Oficialmente MENINA DA CIDADE!


Com o final das martirizantes aulas e entregas de trabalhos, mais as frequências e exames (que já nem sei se cheguei a ir fazer algum!), veio a grande vontade de combinar as férias com o pessoal! Impunha-se a passagem obrigatória por um festival, pois para a minha pessoa, Verão sem Festival de música nao é Verão! E entao qual era o melhor cartaz este ano? Sudoeste obviamente! E como íamos nós? Na minha Laranjita, obviamente!
Aconteceu (infelizmente) que, um a um, pessoa a pessoa, toda a gente se foi "cortando"! Não faz mal, ficam os resistentes, juntam-se e vão! Um dos resistentes adoece... e a seguir eu! Resultado: duas semaninhas inteiras a tomar os tão "desejados" antibióticos! Paciência amigos, ainda temos a maravilha de Paredes de Coura, poiso preferido da minha pessoa (e alma) para passar uns dias mais que agradáveis, com solzinho, um grande grande ambiente e muuuuuuuuita boa música!
Tudo combinado, tudo tratado, material de campismo na mala do carro, tendas a mais, sacos-cama que chegam e sobram, colchonetes "idem", amigas raptadas de suas casas...vontade e ansiedade instaladas para uma semana em cheio...e siga para Paredes de Coura, para um dos paraísos naturais de Portugal, com uma imensa alegria!

Chegadas lá (18h00), dá-se o meu tão ansiado reencontro com a minha linda Jammily (ou uma boa e louca parte dela), camaradas de aventuras PearlJammers além e intra-fronteiras! Muita alegria, umas belas gargalhadas causadas pela minha ingenuidade de pessoa e dos belos momentos que proporciono ao, literalmente, cair de queixos ou de cu, bem carregada de tralha, nos trilhos do campismo! Caminhadas pelos tufos de vegetação existente nos campos em volta do rio Tabuão, e, consequente recaída da Adriana nas terroríficas alergias, graças aos malditos pólens das ervas daninhas, intituladas de Rabo-de-Gato e Rabo-de-Ganso (lindas mas malditas plantinhas selvagens que mais parecem pequenas espigas), entre outras...

RESULTADO: 23h15... fujo de Paredes de Coura, 23h30... dou entrada da A3 rumo ao Porto, 00h20... entro em casa, desligo o carro, dirijo-me à minha mãe para dizer mal da minha vida!

CONCLUSÃO: ainda hoje em casa me encontro, a faltar a um grandioso festival, a passar a maior parte do meu tempo a dormir devido a medicação, e a piorar em vez de melhorar para poder, pelo menos, ir ver Cansei de Ser Sexy e Sonic Youth! O campo não gosta de mim, sou portanto e oficialmente, MENINA DA CIDADE!...

A ver vamos, tenho de qualquer maneira a maldita da pulseira da edição deste ano no pulso... sem ainda lhe ter dado o minímo uso...

Ouço Radiohead para abafar a frustação instalada nesta alma por estes dias...